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Sagui, primata que contribui para a identificação da febre amarela - Foto: Ernani Coimbra

FMVZ USP e Conselho Regional de Medicina Veterinária  de São Paulo (CRMV-SP) realizam treinamentos  28 e  30 de maio, para  50 médicos-veterinários do sistema de vigilância sanitária do estado de São Paulo. Febre Amarela e Primatas Neotropicais: Capacitação para coleta de amostras e relatório de alterações, é o nome do curso em que os profissionais vão receber aprimoramento  de procedimentos de necrópsia e coleta de amostras para diagnóstico da febre amarela em primatas.

Os temas a serem desenvolvidos são Identificação dos primatas, necrópsia e coleta de
material; Necrópsia dos primatas (prática); Descrição das alterações, preenchimento de fichas de necrópsia (teórico-prática). Ao final da programação haverá discussão sobre os temas.

O treinamento foi organizado pelo Programa de Pós- Graduação em Patologia Experimental e Comparada do Departamento de Patologia (VPT) da Faculdade, sob a coordenação dos professores  Lílian Rose Marques de Sá e Paulo Maiorka, em conjunto com a Comissão de Médicos-Veterinários de Animais Selvagens do CRMV-SP, onde os participantes se inscreveram.

A atividade dá continuidade  aos seminários desenvolvidos desde 2018. Segundo Maiorka, também coordenador da Pós-Graduação do VPT, o curso  foi desenhado a partir de uma importante demanda dos serviços de saúde pública e a necessidade de formação continuada de seus agentes. “No Departamento, a reconhecida área de Patologia de Animais Selvagens desenvolve pesquisas e teses de alta relevância sobre esta doença. Ela ressalta o conceito de Saúde Única que se traduz na união indissociável entre a saúde animal, humana e ambiental”, explicou ele.

“A procura pelo curso foi intensa e já se pensa na realização de outros eventos de educação continuada para ampliar a divulgação dos conhecimentos e de boas práticas sobre esta doença que afetou a biodiversidade destas espécies e alertou a saúde humana sobre a necessidade de vacinação da população”, conclui o coordenador.